Boliviana de Aviación (BoA): a companhia de bandeira da Bolívia, frota e rotas
A Boliviana de Aviación, conhecida como BoA, foi fundada em outubro de 2007 como empresa estatal, sucedendo a histórica Lloyd Aéreo Boliviano, e começou a voar em 2009. Hoje é a principal companhia aérea da Bolívia, com hub duplo: Cochabamba para o tráfego doméstico e Santa Cruz de la Sierra para as ligações internacionais.
História e posicionamento
A Boliviana de Aviación, conhecida como BoA, foi fundada em outubro de 2007 como empresa estatal, sucedendo a histórica Lloyd Aéreo Boliviano, e começou a voar em 2009. Hoje é a principal companhia aérea da Bolívia, com hub duplo: Cochabamba para o tráfego doméstico e Santa Cruz de la Sierra para as ligações internacionais.
A frota
A frota combina Boeing 737 para as rotas de médio alcance, Airbus A330 para as ligações intercontinentais para Madri e Miami e Bombardier CRJ-200 para as rotas regionais mais curtas. A idade média da parte regional é considerada elevada, com consequências diretas na frequência de panes técnicas e nos tempos de aeronave parada.
Rotas e malha
A malha cobre todo o território boliviano, caracterizado por altitudes extremas que tornam a gestão da frota particularmente delicada, além de rotas internacionais para os Estados Unidos, a Espanha e vários países sul-americanos. O hub duplo reflete a necessidade de separar o tráfego doméstico em grande altitude do tráfego internacional em altitude mais favorável para as aeronaves de longo alcance.
Tarifas e bagagem
As tarifas domésticas continuam geralmente acessíveis quando comparadas ao custo e ao tempo de um deslocamento por estrada nas mesmas distâncias, um fator que torna a BoA praticamente indispensável para os deslocamentos internos mais longos do país.
O que os passageiros destacam de positivo
- Única operadora capaz de cobrir de forma capilar muitas rotas internas bolivianas em grandes altitudes.
- Tarifas domésticas geralmente acessíveis em comparação com o custo do transporte rodoviário em trajetos muito longos.
- Ligação direta intercontinental útil para a diáspora boliviana na Espanha e nos Estados Unidos.
O que é mais criticado
- Idade média da frota regional considerada elevada, com consequências na confiabilidade e na frequência de panes técnicas.
- Atrasos e cancelamentos não raramente ligados às condições meteorológicas nas pistas de grande altitude, como a de Cochabamba.
- Dificuldade em encontrar peças de reposição para alguns modelos mais antigos, o que alonga os tempos de aeronave parada.
A BoA é a escolha praticamente necessária para quem precisa se deslocar dentro da Bolívia em rotas nas quais as alternativas por terra levam dias em vez de horas. É menos indicada para quem tem uma conexão internacional apertadíssima logo depois de um voo doméstico, dada a possibilidade de atrasos ligados às condições das pistas de grande altitude.
Se a sua viagem prevê um voo doméstico da BoA seguido de um voo intercontinental, deixe sempre pelo menos meio dia de margem entre os dois trechos.
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