Iran Air: a companhia de bandeira, a frota que envelhece e o peso das sanções
Companhia de bandeira iraniana criada em 1962 pela fusão entre a Iranian Airways e a Persian Air Services, de propriedade estatal, com hub em Teerã Imam Khomeini: décadas de sanções internacionais bloquearam a compra de aeronaves ocidentais novas, condicionando fortemente a frota atual.
História e posicionamento
Criada em 1962, a Iran Air se tornou a principal companhia nacional para voos domésticos e de longo alcance, com frotas históricas de Boeing 747 e 727, antes que as sanções cortassem o acesso a peças de reposição e a novas aeronaves.
A frota
Hoje opera um conjunto heterogêneo de Airbus e Boeing de idades diversas, além de alguns ATR 72 que chegaram durante a breve janela de distensão posterior ao acordo nuclear de 2015 (JCPOA), quando a companhia encomendou novos A330, A321 e ATR antes de o acordo naufragar em 2018, o que bloqueou grande parte dessas entregas.
Rotas e malha
Malha doméstica capilar a partir de Teerã rumo às principais cidades iranianas, acompanhada de uma rede internacional reduzida, concentrada no Oriente Médio, na Ásia e em alguns destinos europeus ainda acessíveis apesar das restrições que atingem outras companhias iranianas.
O nó das sanções
A Iran Air foi retirada de algumas listas de sanções durante o período do JCPOA, mas continua condicionada pelo regime sancionatório americano reintroduzido em 2018, que torna extremamente difícil a manutenção, o fornecimento de peças e a compra de novas aeronaves: o principal fator por trás da idade média da frota.
O perfil ideal é quem precisa chegar a uma rota doméstica iraniana ou aceita uma aeronave menos recente por motivos de custo ou necessidade. Não é a escolha certa para quem prioriza cabines modernas ou conexões intercontinentais garantidas. A dica prática: verifique o tipo de aeronave designado para a sua rota perto da data de partida, porque as substituições são frequentes devido às limitações de manutenção.
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