TAAG Angola Airlines: a nova frota e a rota para Lisboa
TAAG Angola Airlines: a nova frota e a rota para Lisboa

TAAG Angola Airlines: a nova frota e a rota para Lisboa

A TAAG Angola Airlines tem raízes na DTA, fundada em 1938, nacionalizada em 1973 com o nome atual e ainda hoje controlada pelo Estado angolano. O hub continua sendo Luanda, em fase de transferência para o novo aeroporto internacional Dr. António Agostinho Neto, e a rota mais estratégica liga a capital angolana a Lisboa com dois voos diários.

História e posicionamento

A TAAG tem suas raízes na DTA (Divisão de Transportes Aéreos), fundada em 1938 durante o período colonial português, nacionalizada em 1973 com o nome atual e ainda hoje totalmente controlada pelo estado angolano. Nos últimos anos, a companhia iniciou um processo de renovação de frota e de retomada do controle direto sobre rotas internacionais-chave, depois de anos em que algumas delas, incluindo a de Lisboa, haviam sido parcialmente entregues a acordos de code-share ou gestão compartilhada com outras companhias por limitações de capacidade própria. A renovação em curso também reflete a ambição do governo angolano de relançar Luanda como hub regional para as ligações entre Europa, África Austral e Brasil.

A frota

Hoje a TAAG opera cinco Boeing 777-300ER e três 777-200ER mais antigos, estes últimos destinados a ser progressivamente substituídos por quatro Boeing 787 Dreamliner em processo de entrega, dos quais o primeiro 787-8 já chegou no fim de janeiro. Nas rotas regionais africanas, voa com Boeing 737-700 e dois Airbus A220-300, uma aeronave relativamente recente para os padrões das companhias africanas de médio porte, enquanto as ligações internas mais curtas são atendidas por seis turboélices Dash 8 Q400, adequados às pistas mais curtas de muitas cidades angolanas do interior. Administrar uma frota tão diversificada, que vai dos turboélices Dash 8 aos widebodies 777 e 787, exige competências de manutenção distintas para cada família de aeronaves.

Rotas e rede

O hub continua sendo Luanda, em processo de transferência para o novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto. A rota mais estratégica liga a capital angolana a Lisboa com dois voos diários, totalizando 14 ligações semanais, que voltou à gestão direta da TAAG em 2024 após um período de operações compartilhadas. A rede regional africana inclui diversas capitais atendidas com os Boeing 737 e os A220, enquanto o tráfego interno angolano é atendido pelos Dash 8 Q400 para cidades como Benguela, Lubango e Cabinda, também importantes para as ligações com a indústria petrolífera do país. Além de Lisboa, a companhia mantém ligações com outras capitais europeias e com o Brasil, onde a comunidade de língua portuguesa representa um reservatório natural de demanda para os voos da TAAG.

A bordo e serviço

Os viajantes da rota Luanda-Lisboa, operada com os 777-300ER configurados para 293 passageiros, relatam um serviço de bordo melhor do que no passado, com refeições quentes e tripulação cortês em ambas as classes oferecidas. Os novos 787 que estão chegando prometem um produto de cabine mais moderno do que os 777-200ER mais antigos que estão sendo retirados, com assentos atualizados e um sistema de entretenimento de bordo mais recente.

Tarifas e bagagem

Na rota Luanda-Lisboa, a tarifa econômica geralmente inclui uma bagagem despachada, em linha com o modelo full-service da companhia, enquanto as tarifas premium oferecem franquia maior e mais flexibilidade para alterações. A compra online pelo site oficial se tornou nos últimos anos o canal predominante para os passageiros internacionais, ao lado das agências de viagens locais em Angola.

O que dizem os passageiros

A pontualidade nas rotas intercontinentais é, em geral, considerada em melhora, enquanto continua sendo um tema mais delicado nas rotas regionais africanas, onde a congestão de alguns aeroportos de conexão pesa sobre a pontualidade geral. As avaliações em português continuam sendo as mais difundidas online, coerentes com o forte vínculo histórico e linguístico entre Angola, Portugal e Brasil.

  • Serviço de bordo avaliado positivamente na rota para Lisboa, com refeições quentes e tripulação cortês.
  • Pontualidade intercontinental percebida como em melhora nos últimos anos.
  • Frota em processo de renovação com a chegada dos novos 787 Dreamliner.
  • Rede regional africana em expansão com a chegada dos novos Airbus A220.
  • Atrasos mais frequentes relatados nas rotas regionais africanas.
  • Gestão nem sempre clara das mudanças de portão nos aeroportos de conexão.
  • Transferência para o novo aeroporto de Luanda, que pode trazer mudanças temporárias de procedimento.
  • Frota ainda em transição, com alguns 777-200ER mais antigos esperando substituição.

A TAAG é hoje a escolha mais direta para quem liga Luanda a Lisboa ou a outras capitais africanas sem escalas múltiplas. Quem precisa de margens apertadas em uma rota regional dentro da África, por outro lado, deve prever uma folga extra de tempo. Uma dica prática: verifique com antecedência o aeroporto de partida ou chegada em Luanda nos próximos meses, em vista da transição para o novo aeroporto.

taag angola airlines companhias aéreas avaliações taag voos luanda lisboa

Pode interessar-lhe...