Manaus: uma ópera no coração da Amazônia
Construída no coração da floresta amazônica graças à riqueza da borracha do final do século dezenove, Manaus ainda preserva uma casa de ópera que parece deslocada a milhares de quilômetros da Europa que a inspirou.
O centro pode ser explorado a pé; o encontro das águas requer um curto passeio de barco.
O dia começa no Teatro Amazonas: mármore de Carrara, aço francês e vidro de Murano, tudo importado da Europa para construir em 1896 no meio da floresta tropical, símbolo de riqueza que durou apenas enquanto durou o monopólio da borracha antes das plantações asiáticas.
Do porto da cidade parte uma excursão de barco para o Encontro das Águas, onde o Rio Negro e o Solimões correm lado a lado por quilômetros sem se misturarem, por diferenças de temperatura e densidade.
Retornando para o centro, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa vende peixes amazônicos, frutas tropicais e ervas medicinais da floresta sob uma estrutura de ferro inspirada em mercados parisienses do final do século dezenove.
À tarde, uma torre de observação se eleva acima do dossel das árvores no MUSA, o Museu da Amazônia, que conta a história da biodiversidade da região através de caminhos na floresta em si.
O pano do Teatro Amazonas ainda sobe nos dias de hoje, mas a riqueza da borracha que o pagou durou apenas uma geração antes de desaparecer quase completamente.
As excursões para o Encontro das Águas partem cada manhã do porto flutuante da cidade, uma estrutura flutuante essencial porque o nível do Rio Negro pode variar vários metros entre as estações.
Passeios guiados e experiências em Manaus
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