Belo Horizonte: Niemeyer à beira da Lagoa da Pampulha
Primeira cidade planejada do Brasil, Belo Horizonte sediou na década de quarenta o primeiro grande complexo arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer, décadas antes de Brasília.
O complexo da Pampulha requer um carro ou ônibus do centro da cidade.
A Igreja de São Francisco de Assis em Pampulha, com suas cúpulas onduladas de cimento revestidas de azulejos pintados por Cândido Portinari, foi inicialmente rejeitada pelo clero local por ser muito moderna na sua linguagem.
O Museu de Arte de Pampulha, antigo cassino fechado após a proibição do jogo em 1946, preserva intactas as formas curvas projetadas por Niemeyer ao redor do lago artificial criado para o mesmo complexo.
O Mercado Central, no centro da cidade, reúne mais de quatrocentas lojas em múltiplos andares vendendo queijos, especiarias, cachaça e artesanato do estado de Minas Gerais.
A Praça da Liberdade, ex-sede do governo estadual, hoje abriga uma dúzia de museus e centros culturais abrigados nos antigos edifícios públicos que a cercam.
A igreja rejeitada pela cúria local é hoje Patrimônio da Humanidade UNESCO: poucos edifícios religiosos contam tão claramente quanto o julgamento estético pode mudar em poucas gerações.
Praça da Liberdade, nascida como sede do poder, mostra hoje a mesma disponibilidade de se reinventar que o lago Pampulha já havia demonstrado décadas antes.
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