Heráclio: Cnossos e o legado minoico
Porta de entrada para a civilização minóica, a mais antiga da Europa, Heraklion preserva sob as muralhas venezianas construídas contra os otomanos os restos de um palácio que inspirou o mito grego do labirinto e do Minotauro.
Knossos, logo fora da cidade, requer uma breve volta de ônibus público ou táxi.
O Palácio de Cnossos, centro da civilização minoica nos tempos do legendário Rei Minos, foi trazido à luz no início do século vinte pelo arqueólogo britânico Arthur Evans, que reconstruiu partes dele de forma agora controversa mas tornada famosa mundialmente.
O Museu Arqueológico de Heraklion detém a coleção mais importante do mundo de arte minoica, incluindo os afrescos originais de Cnossos e o famoso Disco de Festo, ainda indecifrado em sua escrita.
A Fortaleza de Koulés, um baluarte veneziano do século dezesseis na entrada do porto velho, resistiu a um cerco otomano durando mais de vinte anos, entre os mais longos da história militar europeia.
A Fonte de Morosini, na Praça dos Leões no coração da cidade, foi construída pelos venezianos no século dezessete para trazer água corrente à cidade através de um aqueduto com mais de quinze quilômetros de comprimento.
O Disco de Festo, exposto no museu arqueológico, permanece decifrado apesar de mais de um século de estudo: poucos objetos no mundo permanecem tão obstinadamente mudos após tanta atenção acadêmica.
A Fortaleza de Koules, que resistiu ao cerco por décadas, e o Palácio de Cnossos, que em vez disso desabou por um único evento natural milhares de anos antes, medem a história da ilha em escalas de tempo completamente diferentes.
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