Royal Air Maroc: por que Casablanca se tornou a porta de entrada para a África
Fundada em 1957, a Royal Air Maroc é a transportadora de bandeira de Marrocos e opera a partir de seu hub em Casablanca Mohammed V, construído ao longo dos anos como ponto de passagem privilegiado entre Europa, América do Norte e a África Ocidental e Central. Desde 2020, faz parte da aliança oneworld.
História e posicionamento
A estratégia da Royal Air Maroc se baseia há anos na posição geográfica de Casablanca, usada como escala de conexão entre voos intercontinentais e uma rede africana que poucas outras transportadoras não africanas conseguem replicar com a mesma densidade.
A frota
O longo curso é feito pelos Boeing 787 Dreamliner nas versões -8 e -9, enquanto as rotas regionais e domésticas usam Boeing 737-800 e Embraer E190, estes últimos muitas vezes dedicados às rotas africanas de demanda mais reduzida.
Rotas e rede
Além da rede africana, que alcança dezenas de capitais e cidades secundárias, a companhia conecta Casablanca a Nova York, Montreal e Miami no lado atlântico, e também opera voos charter sazonais ligados à peregrinação à Arábia Saudita.
A bordo e serviço
A entrada na oneworld trouxe o reconhecimento mútuo do programa de fidelidade Safar Flyer com as demais membros da aliança, útil sobretudo para quem combina um voo da Royal Air Maroc com um itinerário mais amplo em outras transportadoras da oneworld.
É a escolha mais conveniente para quem precisa conectar a Europa ou a América do Norte à África Ocidental ou Central passando por um único hub. É menos indicada para quem busca tarifas de companhia low cost em rotas intraeuropeias, segmento em que a companhia não compete diretamente. Uma dica prática: se a conexão em Casablanca for feita com passagens separadas, deixe uma margem ampla entre os voos, porque as conexões africanas estão sujeitas a mudanças de horário mais frequentes do que a média europeia.
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