Omsk: o exílio siberiano de Dostoiévski
Na confluência dos rios Irtixe e Om na Sibéria Ocidental, Omsk mantém a memória do longo encarceramento do escritor Fëdor Dostoiévski.
O metrô conecta conveniente e rapidamente as principais atrações da cidade.
O Museu Literário Dostoevsky, abrigado no edifício onde o escritor foi aprisionado, relata os quatro anos de cativeiro que inspiraram 'Memórias de uma Casa de Mortos'.
A alguns minutos de distância, a Fortaleza de Omsk, um posto avançado cosaco do século dezoito, preserva edifícios militares restaurados no coração da cidade moderna.
Continuando em direção ao centro, visita-se o Museu Regional de Omsk, que exibe descobertas arqueológicas de povos siberianos antigos e colonização russa.
Ao anoitecer, a margem do rio Irtysh anima agradáveis passeios urbanos com vistas da confluência dos dois grandes rios.
Fiódor Dostoiévski passou quatro anos em trabalhos forçados em Omsk entre 1850 e 1854 por sua participação em um círculo intelectual considerado subversivo pelo czar, uma experiência que profundamente moldou suas obras posteriores.
Omsk, fundada em 1716 como uma fortaleza cosaca na fronteira oriental do império russo, serviu brevemente como capital de facto da Rússia durante a turbulenta guerra civil de 1918-1920.
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