CityJet: a companhia irlandesa que não vende passagens aos passageiros
Fundada em 1992 e conhecida inicialmente pelos voos regulares a partir do London City Airport, a CityJet foi abandonando aos poucos a venda direta de passagens e se tornou quase exclusivamente uma fornecedora de aeronaves e tripulações para outras companhias europeias em regime de wet lease.
História e posicionamento
Criada em 1992, construiu sua identidade inicial sobre os voos regulares a partir de London City, assumindo inclusive as rotas entre Londres City e Amsterdã que eram da VLM e da KLM, antes de se afastar gradualmente da venda de passagens com a própria marca.
O modelo de negócio
Hoje opera quase inteiramente como fornecedora em wet lease, colocando aeronaves e tripulações completas à disposição de companhias maiores como SAS, Lufthansa e Brussels Airlines: o passageiro reserva e embarca com a marca dessas empresas, embora o avião e a tripulação que operam o voo sejam da CityJet.
A frota
Baseada nos jatos regionais Bombardier CRJ900 e CRJ1000, uma frota reduzida ao longo do tempo em relação a uma composição anterior mais ampla, que incluía também Avro RJ85 e Sukhoi Superjet.
História recente
Passou por um terceiro processo de reestruturação judicial na Irlanda (examinership), concluído em outubro de 2025, do qual saiu sob nova propriedade e concentrada nesse modelo de wet lease.
Não existe, na prática, um perfil de passageiro direto: quem voa num avião da CityJet reservou por meio da SAS, da Lufthansa ou da Brussels Airlines, muitas vezes sem saber. Não faz sentido procurar tarifas "CityJet" diretamente, porque em geral elas não existem. A dica prática: se a sua passagem da SAS, da Lufthansa ou da Brussels Airlines indicar um CRJ900 ou CRJ1000, é provável que o voo seja operado por uma tripulação da CityJet: confira o campo "companhia operadora" em vez de presumir que ela coincide com a companhia que vendeu o bilhete.
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