Detroit: motores, música e renascimento urbano
A capital mundial da indústria automotiva durante grande parte do século XX, Detroit passou por décadas de declínio para então reconstruir, bairro após bairro, uma identidade cultural que vai muito além de suas fábricas.
Os bairros principais se concentram em um eixo percorrível de carro em um dia.
O Motown Museum, instalado no edifício que hospedou a primeira gravadora de Berry Gordy em 1959, preserva o Studio A original onde Stevie Wonder, os Jackson 5 e as Supremes gravaram, ainda operacional para gravações ocasionais.
O Detroit Institute of Arts abriga o ciclo de murais «Detroit Industry» de Diego Rivera, vinte e sete painéis pintados nos anos trinta que celebram e questionam o trabalho manual nas fábricas Ford.
O Eastern Market, um mercado coberto ativo desde 1891, permanece como o maior mercado histórico de produtos frescos dos Estados Unidos, com murais em larga escala cobrindo grande parte dos armazéns circundantes.
A Riverwalk, mais de cinco quilômetros de orla reclamada ao longo da fronteira com o Canadá, oferece uma visão direta de Windsor, Ontário, do outro lado do rio Detroit.
Os murais de Rivera, tanto celebratórios quanto críticos, já nos anos 1930 antecipavam as contradições que marcariam Detroit nas décadas subsequentes.
A Riverwalk, construída em antigos terrenos industriais abandonados, mostra hoje essa mesma energia redirecionada para outro lugar — não mais as fábricas, mas o espaço que deixaram livre.
Passeios guiados e experiências em Detroit
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